Idealizadora do grupo Armadilhas da Mente destaca importância do Setembro Amarelo na prevenção ao suicídio


A idealizadora do grupo Armadilhas da Mente, Wenya Suany, marcou presença na sessão desta terça-feira, 21, e destacou a importância do Setembro Amarelo na prevenção ao suicídio. Ela palestrou sobre o surgimento do grupo e os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos em prol das pessoas que passam por algum tipo de transtorno mental. 


De acordo com Wenya, é importante falar sobre o tema para que as pessoas não sintam medo de falar sobre o que sentem. “É um tema pouco abordado por conta dos tabus criados pela sociedade. As pessoas têm medo de falar sobre os seus sentimentos e quando precisam de ajuda, não conseguem buscar”, explicou Wenya. 


Segundo a palestrante, agir é o primeiro passo para reduzir os índices de suicídio e encorajar as pessoas a buscarem ajuda. “As pessoas me perguntam: como eu posso agir? ofereça o seu tempo, ouça as pessoas. Isso pode mudar a vida de quem está passando por essa situação. Mesmo que não saiba o que falar, ouça! É importante buscar entender”, destacou. 


Os vereadores presentes na sessão parabenizaram a palestra e enalteceram a importância de falar sobre o tema. “É um tema sensível e quero parabenizar Wenya pela coragem. Muitas pessoas se acomodam, mesmo que involuntariamente, e você buscou ajuda e ainda busca ajudar pessoas que passam pelo mesmo. Parabéns pela coragem”, disse Marcos Oliveira. “Gostaria de parabenizá-la por trazer a público questões que todos nós conhecemos, mas nem sempre damos a devida importância”, disse Alex Henrique. 


 “Depressão, ansiedade e outros transtornos são armadilhas da mente e muitas vezes as pessoas não controlam. Você está bem hoje, do nada já se sente mal” descreveu Waguinho de Leitoa. “Os casos aumentaram muito com essa pandemia, precisamos dar ouvidos e importância ao tema”, disse Ivoni Andrade.

O grupo surgiu em 2018 após Wenya ser diagnosticada com Síndrome do Pânico. “Quando comecei a ter sintomas, busquei vários tipos de profissionais da saúde por conta dos sintomas físicos. Mas o problema estava na minha mente. E quando descobri isso, comecei a publicar nas redes sociais o que eu estava passando e muitas pessoas vieram até mim para falar que estavam passando pelo mesmo que eu e que também querem ser ajudadas. E assim surgiu o nosso grupo, que atua não só em setembro, mas o ano inteiro”, finalizou.

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